Como já tive a oportunidade de escrever, sou a “correspondente no estrangeiro” deste blog. Mais tarde chegarei a essa história e o impacto que teve na minha gravidez. Algo mais recente se impõe, e que está ligado ao facto de vivermos noutra capital europeia. Por uma série de razões tive que me deslocar a Lisboa e obviamente o bebé tinha que vir comigo. A perspectiva de viajar sozinha com um bebé é por si só aventura suficiente (ainda mal eu sabia o que me esperava), mas como o meu marido também ia viajar no mesmo dia e arranjámos voos coincidentes e pudemos pelo menos chegar juntos ao aeroporto.
1º o bebé decidiu fazer cocó mesmo antes do boarding…
Um dos meus pânicos, concretizou-se. Tinha pânico que ele fizesse cocó no voo, pois o meu lugar era à janela (parece que quem anda com bebés tem que ir à janela, pelo menos nesta companhia), passar por dois outros passageiros, isto tudo levando um bebé com 7,5kgs e uma mala super pesada com as fraldas e restante parafernália a que um bebé obriga. Ahhh e depois regressar ao lugar. Bom, tive sorte que ainda o consegui mudar já no avião, mas antes de levantar voo.
2º não me deram o carrinho de bebé à saída do avião no Aeroporto Humberto Delgado
Esta foi um acontecimento que eu não tinha tido em conta. À partida de Lisboa, tinha deixado o carrinho à entrada do avião e deram-mo à chegada, por isso estava descansada. Não devia ter ficado. Tive que levar o meu filho ao colo, sem segurança, no autocarro que nos leva ao outro lado do terminal. À chegada, tive que andar meio aeroporto com o meu filho nos braços (eu já disse que ele pesa 7,5kgs?), mais a mala dele que por esta altura pesava cerca de meia tonelada.
Ao chegar à zona das bagagens, percebo que o carrinho vai sair numa cinta na ponta da área em questão. Como se não bastasse, as bagagens atrasam cerca de meia hora. O carrinho vem no fim e num estado miserável! Tive sorte que um casal (que viajava com duas crianças carrinhos e até o isofix) ajudou-me a tirar a mala e o carrinho das respectivas cintas. Por esta altura o meu filho já pesava cerca de 40 kgs e a mala uma tonelada. Ainda me lembro da dor e da sensação que os braços não me pertenciam quando finalmente o pousei no carrinho e saí pela porta das chegadas onde a minha mãe nos esperava :).
Soube entretanto que não dão os carrinhos à saída do avião por política do aeroporto. Sinceramente, não entendo e não faz sentido! Ah os carrinhos vão no porão e não dá jeito tirar....) Pois mas no destino também vão no porão, e adivinhem? Eles dão os carrinhos à porta do avião!! Soube também que há uns carrinhos que podemos utilizar… mas que se encontram dentro do terminal. Ou seja, quem viaja em low cost não tem acesso a esses carrinhos, porque como chegamos no terminal 2 (não vou tecer considerações sobre o terminal 2), somos "pobres" e como tal as crianças não têm direito ao tal carrinho, e as mães que ganhassem mais dinheiro para não terem que viajar em low cost…
Sobrevivi é um facto. Mas já no ano passado tinha viajado grávida, e o Aeroporto Humberto Delgado está longe de ser “amigo das grávidas” ou “amigo dos bebés”. Encontrar um lugar para sentar sem ser ao pé das portas de entrada é difícil. Já para não falar em zonas de amamentação. Vá lá, têm fraldários e já gozamos :).
Aproveito para fazer a “queixa” não como uma queixa mas como critica construtiva. Espero usar muitas vezes o Aeroporto em questão, e tal como eu, vão muitos turistas e mesmo pessoas que vivem em Portugal mas que viajam muito. E muitos andam com crianças e bebés a reboque. Por favor melhorem as infra-estruturas para grávidas, bebés e crianças. Acaba por ser um pouco a imagem de Portugal que está em jogo, logo à chegada (sobretudo para os turistas). E apesar de estar longe, não significa que não me preocupe com o meu país, para onde espero voltar um dia.
3º Depois destas aventuras todas, há que dizer que no mesmo dia ainda fomos ao pediatra com o petiz ( tudo bem por aqui), e eu ainda fui fazer turismo ao gabinete do dentista por hora e meia. Foi um dia e peras que começou às 3 da manhã e que para mim só terminou às 23h. Oficialmente, podem chamar-me maluca. Eu não me importo. Mas no dia a seguir fui tratar de mim: cortar cabelo, nuances e unhas… Sabe tão bem… Mãe sim, mas também Mulher.
Volto em breve com mais aventuras. Stay tunned ou em bom português do Brasil: fiquem ligados :).
PS: Informo que o Aeroporto Humberto Delgado não sofreu qualquer dano durante a minha passagem pelas suas instalações. O mesmo não posso dizer dos meus braços e costas. Grande abraço :)
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